As eleições do último domingo trouxeram algumas lições para os moradores da nossa região que devem servir para uma importante reflexão sobre os destinos dos nossos municípios e sobre futuras ações políticas de nossas lideranças
Os resultados das urnas mostraram que vivemos um outro momento na política no país e no Estado e isto afeta também as cidades da região Sudoeste, que precisam dar uma atenção especial ao recado vindo das urnas, que deve servir como uma lição a ser assimilada e aprendida.
O pleito do último domingo repetiu em parte o cenário de 2018, quando alguns nomes da política conseguiram votações astronômicas, mas desta vez essa votação foi para jovens que atuam nas redes sociais e que tiveram milhões de votos em todo o Estado, tendo sempre votações expressivas em todas as cidades da região. Em Sorocaba, por exemplo, um desses candidatos youtuber teve mais votos do que os dois candidatos a deputado federal da cidade.
Esses fenômenos da internet que tiraram votos em todas as localidades de candidatos que atuam na região, contribuíram consideravelmente para que o Sudoeste ficasse sem representante tanto na Assembleia Legislativa como na Câmara Federal. Muitos vão dizer que saíram vários candidatos da região, isso pode até ter ocorrido, mas não foi o preponderante para que a região ficasse sem representantes, pois em todas as eleições vários nomes locais se arriscam tentando se eleger, logicamente se houvesse uma união dos políticos locais a tarefa seria facilitada, mas o cerne da questão são os votos que os políticos de fora obtêm nas nossas cidades.
Está cada vez mais claro que é necessário urgentemente discutir a implantação do voto distrital, modelo que já existe em muitos países do mundo e que é o mais justo para que todas as regiões consigam eleger seus representantes. O Brasil já teve o modelo de voto distrital até 1930 e por isso a nossa região teve representantes como Acácio Piedade, Fernando Prestes e Júlio Prestes, que eram eleitos pelo distrito local e que levava em conta a população das cidades de região.
Cabe agora as nossas lideranças políticas amadurecerem esta tese e levarem em consideração que precisamos lutar com todas as nossas forças para que este modelo volte a ser praticado, aí sim, teremos um avanço político.
Isso talvez seja até meio utópico no momento, mas é preciso dar algum começo para essa questão que viria após uma reforma ampla da legislação eleitoral, inclusive, com o fim do fundo partidário.
De certo é que as urnas trouxeram para nossa cidade esta amarga lição, de que ficaremos sem representantes originários da região na Assembleia e na Câmara Federal e isto a partir de 2027 vai refletir em entidades, hospitais e prefeituras que ficarão sem as tradicionais emendas que cada deputado tem em sua cota anual. Desta forma, fica claro que perdemos de duas maneiras financeiramente e representativamente.
Essa derrota política sofrida pelos candidatos locais ou com atuação local de anos, deve refletir nas prefeituras e entidades da região que ficarão sem as tradicionais emendas dos deputados e também sem poder contar com a intercessão política destes representantes que perderão seus cargos a partir de 2027.









