Prefeitura diz que telhas, janelas e portas retiradas de escola da Nova Capão Bonito foram descartadas

A prefeitura de Capão Bonito acendeu mais uma polêmica na obra de reforma da escola da Vila Nova Capão Bonito, que está em andamento desde o ano de 2022, ao afirmar em resposta a requerimento de autoria do vereador Daan Cabeleireiro, do MDB, que as telhas, portas, janelas e outros materiais retirados da escola, foram descartados por serem considerados inservíveis, além disso, por fazerem parte integrante do imóvel, não eram passíveis de tombamento como material patrimonial.

Quando apresentou o requerimento, em fevereiro de 2026, que foi aprovado por unanimidade pelos vereadores, Daan Cabeleireiro, do MDB, disse querer saber a destinação destes materiais que eram considerados ainda úteis.

Na época, o vereador do MDB, falou que teve informações de que teriam sido removidos quase 3 mil metros quadrados de telhas e agora a prefeitura confirmou ter descartado esses materiais.

Na resposta enviada ao Legislativo e que é assinada pelo secretário de Educação, Lucas Rafael de Barros, o projeto de reforma não previa o reaproveitamento dos materiais.

Após receber e analisar a resposta do requerimento, o vereador Daan Cabeleireiro, disse que irá pedir novas explicações, pois parte das informações que foram solicitadas no seu requerimento não foram respondidas e ainda existem muitas dúvidas sobre questões referentes a obra.

“Além da questão dos materiais, que para mim e muitas outras pessoas eram adequados para uso, ainda existem questões como os problemas ocasionados pela empresa TCI com o comércio local, a situação clara dos contratos analisados pelo Tribunal de Contas e também qual o procedimento tomado pela prefeitura contra a empresa TCI, que teve seu contrato da obra rescindido. Faltaram muitas informações ainda”, disse o vereador.

Chamou a atenção nas informações enviadas pela assessoria do prefeito Júlio Fernando, que algumas respostas recomendavam que fosse questionada a Secretaria de Negócios Jurídicos para que as repostas fossem enviadas ao vereador.

“Quando pedimos informações através de requerimentos não é somente para uma secretaria, mas sim para todos os setores da prefeitura. Por isso essa resposta é muito estranha e dá-se a impressão de que estão querendo ganhar tempo”, disse o vereador oposicionista.

Na resposta enviada pelo secretário de Educação fica confirmado que os gastos para execução da obra passaram de 14 milhões de reais, sendo que somente para construção da quadra houve um custo de quase 2 milhões de reais.

Além disso, a reposta enviada pela prefeitura omitiu que pelo menos um dos contratos para a reforma da escola com a empresa JHD já foi julgado irregular pelo TCE.

Na semana passada este jornal publicou matéria sobre um despacho do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, em que o órgão fiscalizador faz vários questionamentos à prefeitura referentes a obra, inclusive, sobre a recontratação da empresa JHD de Sorocaba para finalização da obra

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