Maria Goretti da Silva, Psicóloga – CRP 06/149116
A Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) sempre foi o alicerce da segurança do trabalho no Brasil. No entanto, o que antes era visto apenas como uma norma de disposições gerais, passou por uma transformação profunda, culminando na modernização que hoje exige das empresas uma visão muito mais ampla e estratégica sobre a saúde do trabalhador.
A Evolução Histórica e o Marco de 2022
Historicamente, as NRs focavam quase exclusivamente em riscos físicos, químicos e biológicos — o visível. Com o passar das décadas e as mudanças nas relações de trabalho, percebeu-se que o ambiente laboral também adoece a mente.
O grande divisor de águas ocorreu em 2022, quando a atualização da NR-1 consolidou o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) e o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). No mesmo ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) oficializou o Burnout (Síndrome do Esgotamento Profissional) como um fenômeno ocupacional na CID-11. Esse reconhecimento mudou o jogo jurídico e corporativo: o Burnout passou a ser tratado como doença do trabalho, vinculando diretamente a responsabilidade da empresa à saúde mental do colaborador.
O custo invisível e o impacto no caixa
Não se trata apenas de cuidado humano, mas de sustentabilidade financeira. Os números são alarmantes:
- Aumento de afastamentos: Nos últimos anos, os transtornos mentais, como depressão e ansiedade, tornaram-se a terceira maior causa de concessão de auxílio-doença acidentário no Brasil.
- Custos com “presenteísmo” e turnover: Além dos gastos diretos com previdência e processos trabalhistas, as empresas perdem bilhões anualmente com a queda de produtividade (quando o funcionário está presente, mas sem condições psíquicas de atuar) e com a alta rotatividade de talentos.
A obrigatoriedade do diagnóstico de riscos psicossociais
Dentro da nova estrutura da NR-1, o PGR deve contemplar todos os perigos que possam comprometer a integridade do trabalhador. É aqui que entra o diagnóstico de riscos psicossociais.
Diferente de uma simples pesquisa de clima, esse diagnóstico é um levantamento técnico que identifica fatores como sobrecarga de trabalho, falta de suporte organizacional, assédio e gestão por estresse. O resultado desse laudo é o que fundamenta o Plano de Ação:
- Programas de prevenção: Para manter o ambiente saudável e evitar que os riscos identificados se tornem doenças.
- Intervenção direta: Quando o laudo aponta uma área crítica, a empresa é obrigada a agir com estratégias de mitigação para evitar danos maiores e penalidades legais.
Ignorar a saúde mental na NR-1 não é mais uma opção. As empresas que negligenciam esses riscos estão expostas a multas e, principalmente, ao adoecimento de seu ativo mais valioso: as pessoas.
Sua empresa está em conformidade com a nova NR-1? O cuidado com a saúde mental corporativa é uma estratégia de gestão e responsabilidade legal. Para saber mais sobre como implementar o Diagnóstico de Riscos Psicossociais e programas de prevenção, entre em contato:
Maria Goretti da Silva
Implementadora habilitada em NR-1
Formação reconhecida pelo MEC.
SerMentes – Espaço de Cuidado, Consciência e Transformação.
(15) 9 9782-8531









