Na semana passada este jornal noticiou as dificuldades que estão sendo vividas por moradores de cidades do Vale do Ribeira, que nos últimos dias estão sofrendo com cheia do rio Ribeira de Iguape.
As chuvas que caíram nos últimos dias de inverno e começo da primavera, fizeram com que o rio, que fica na divisa entre os estados de São Paulo e Paraná, subisse mais de 9 metros acima do seu leito normal. Isso causou inundações em cidades como Registro, Eldorado, Adrianópolis, Iporanga e Ribeira.
Bairros rurais do município de Capão Bonito e de cidades vizinhas também sofreram com as chuvas que caíram nos últimos dias e tiveram estradas interditadas, com pontes quase submersas e correndo risco de rodarem com a correnteza, apesar de que, tradicionalmente, essa época do ano não ser a de maior incidência de chuvas no Sudoeste Paulista.
Há algumas semanas, foi publicado na coluna O Expresso na História uma notícia do jornal O Imparcial, de janeiro de 1915, que informava que o calor em Capão Bonito naquele período estava insuportável, com os termômetros marcando quase 30 graus na cidade.
Nos dias atuais, ou seja, cerca de 111 anos depois da notícia dada pelo O Imparcial, atingir 30 graus ou mais em Capão Bonito é algo mais do que comum.
Estas duas matérias divulgadas pelo O Expresso sobre fortes chuvas em período de inverno e reclamação quanto ao calor em 1915, mostram que é preciso levar a sério o cuidado que devemos ter com o meio ambiente, a tal da emergência climática global, que muitos desfazem ou insistem em não acreditar.
Está mais do que evidente para todas as pessoas de bom senso, que o homem com o passar dos anos tem contribuído, e muito, para que o meio ambiente sofra alterações, basta que acompanhemos os eventos climáticos no Brasil e no mundo e fica evidente que o planeta está sofrendo com a poluição e todas as outras coisas que afetam o meio ambiente.
Não podemos pensar somente em nós, mas precisamos pensar no que deixaremos como legado para nossos filhos, netos e para o futuro ainda mais distante.
Se a humanidade continuar maltratando o planeta, como tem feito e se teses absurdas de negacionistas ainda ecoarem, vamos deixar um mundo muito pior e desequilibrado climaticamente para nossos descendentes.
É hora das pessoas que pensam de forma responsável passarem a agir efetivamente para difundirem as boas práticas de conservação ambiental, de defenderem que é necessário ter maior responsabilidade com o meio ambiente, para que possamos, ainda em tempo, salvarmos o nosso planeta, que tem dado seus sinais.









