Estimativa aponta que Capão Bonito chegou a 47.159 habitantes. O número indica que a cidade ganhou 981 residentes nos últimos 8 anos, considerando números do Censo 2010 que apontavam para 46.178 habitantes.
Os dados mostram que o ritmo do aumento populacional foi retomado depois de anos a cidade perdendo habitantes, fruto de um fluxo migratório para outras cidades da região, principalmente Sorocaba.
Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em uma estimativa com data de referência em 1º de julho deste ano. A cidade é a 136ª em número de habitantes no Estado de São Paulo e 653ª colocação no Brasil e tem uma taxa de densidade demográfica de 28,15 hab/km².
O crescimento da cidade acompanha a de outras com porte semelhante no Estado – tanto que o ran-king paulista não teve mudanças de colocação entre 2017 e 2018.
Apesar da estimativa apontar para crescimento, o prefeito Marco Citadini (PTB) afirmou nesta semana que já estará pedindo a revisão da estimativa, entendendo que no cruzamento de dados levando em conta número de eleitores, ligações de energia, água e esgoto, pessoas atendidas nos setores de Saúde, Educação e Social apontam para uma população superior ao estimado pelo IBGE.
“Só de eleitores temos 36.427, que estão aptos a votar em outubro. Vamos pleitear a revisão ao IBGE. No nosso entender, os números não batem e temos direito a um possível aumento do coeficiente de Capão Bonito, o que entre outras coisas melhoraria o rateio do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), receita constitucional repassada mensalmente aos municípios pela União com base no número de habitantes de cada cidade”, alegou o prefeito.
De acordo ainda com Citadini, essa possível alteração de coeficiente representaria um aumento no orçamento municipal.
“Considerando a base utilizada pelo próprio IBGE para cálculo da estimativa populacional, que considera a média de 3,09 moradores para cada domicílio particular ocupado, aliada aos dados oficiais coletados por nossas secretarias, acredito que temos números de que se aproximam a 50 mil habitantes e a estimativa apresentada não condiz com a realidade populacional do município”, acrescentou o prefeito.
Para o prefeito, o município vive há muitos anos uma situação de estagnação de crescimento po-pulacional e isto precisa ser superado, pois a cidade tem todos os problemas existentes numa localidade com mais de 50 mil habitantes, mas não tem o benefício da melhoria dos repasses de recursos.
“É logico que devemos comemorar o fato de que voltamos a crescer, mas acreditamos que o município ou já superou 50 mil habitantes ou está muito próximo disso, basta que seja comparado o nosso número de eleitores com outras localidades e será constatada nossa tese de que temos uma maior população”, disse o prefeito.
Crescer regionalmente
Para o prefeito Marco Citadini que também é presidente do Condersul (Consórcio de Desenvolvimento da Região Sudoeste), a análise dos dados do IBGE refletem uma melhoria na qualidade de vida de Capão Bonito e outras cidades do Sudoeste.
“Mais pessoas estão ficando na nossa cidade que ganhou mais qualidade de vida com várias obras públicas e desenvolvimento, mas é preciso pensar em políticas regionais para promover o crescimento ordenado e que contemple todas as cidades do Sudoeste – uma vez que a situação de um município cada vez mais reflete na dos outros” destacou o prefeito.
Outra iniciativa que segundo o prefeito poderá fazer com que a população tenha um crescimento são os investimentos em ações destinadas para a geração de emprego e renda como o novo Distrito Industrial de Capão Bonito e a pesquisa feita pelo IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) está finalizando sobre o potencial mineral da região.
Para o vice-presidente do Condersul, Omar Chain, todo tipo de ação estimulando a economia regional, seja na agropecuária ou mesmo na indústria de transformação, é importante para que a região cresça no mesmo nível que crescem outras regiões de São Paulo. “A região tem um grande potencial agrícola, mas temos que estimular o crescimento da indústria e da mineração. Todos os prefeitos da região estão empenhados em apoiar estas atividades que vão fazer com que as nossas cidades cresçam”, disse Chain.
Brasil
Segundo o IBGE, o Brasil tem 208,5 milhões de habitantes, em 5.570 municípios, e uma taxa de crescimento populacional de 0,82% entre 2017 e 2018, de acordo com a Projeção da População (Revisão 2018).
O município de São Paulo continua sendo o mais populoso do país, com 12,2 milhões de habitantes, seguido pelo Rio de Janeiro (6,7 milhões de habitantes), Brasília e Salvador (cerca de 3,0 milhões de habitantes cada). Dezessete municípios brasileiros têm população superior a 1 milhão de pessoas e, juntos, eles somam 45,7 milhões de habitantes ou 21,9% da população do Brasil.
Serra da Saudade (MG) é o município brasileiro de menor população, 786 habitantes, seguido de Borá (SP), com 836 habitantes, e Araguainha (MT), com 956 habitantes.
No ranking dos estados, os três mais populosos estão na região Sudeste, enquanto os cinco menos po-pulosos estão na região Norte.
O líder é São Paulo, com 45,5 milhões de habitantes, concentrando 21,8% da população do país. Roraima é o estado menos populoso, com 576,6 mil habitantes (0,3% da população total).
As estimativas da população residente para os municípios brasileiros, com data de referência em 1º de julho de 2018, foram calculadas com base na Projeção de População (Revisão 2018) divulgada em 25/07/2018. Essa revisão incorporou os imigrantes venezuelanos no estado de Roraima, dos quais 99% estavam concentrados nos municípios de Boa Vista e Pacaraima.
As estimativas populacionais municipais são um dos parâmetros utilizados pelo Tribunal de Contas da União no cálculo do Fundo de Participação de Estados e Municípios e são referência para vários indicadores sociais, econômicos e demográficos.
A divulgação anual obedece ao artigo 102 da Lei nº 8.443/1992 e à Lei complementar nº 143/2013.
As populações dos municípios foram estimadas por um procedimento matemático e são o resultado da distribuição das populações dos estados, projetadas por métodos demográficos, entre seus diversos municípios. O método baseia-se na projeção da população estadual e na tendência de crescimento dos municípios, delineada pelas populações municipais captadas nos dois últimos Censos Demográficos (2000 e 2010). As estimativas municipais também incorporam alterações de limites territoriais municipais ocorridas após 2010.
A tabela com a população estimada para cada município já foi publicada no Diário Oficial da União (D.O.U.) . Em 2018, pouco mais da metade da população brasileira (57,0% ou 118,9 milhões de habitantes) vive em apenas 5,7% dos municípios (317), que são aqueles com mais de 100 mil habitantes.
Os municípios com mais de 500 mil habitantes (46) concentram 31,2% da população do país (64,9 milhões de habitantes). Por outro lado, a maior parte dos municípios brasileiros (68,4%) possui até 20 mil habitantes e abriga apenas 15,4% da população do país (32,1 milhões de habitantes).









